Frescura? A opinião de um suicida sobre 13 Reasons Why

quarta-feira, 12 de julho de 2017




     Meu nome é Ana. Ana Caroline. Acomode-se, porque vou contar pra vocês o que um suicida vê nesse imenso burburinho acerca de um dos maiores sucessos Netflix dos últimos meses. (eu sei, eu sei: meses sem post! Mas isso fica pro final.)

     Pra quem não sabe, 13 Reasons Why (ou no bom e velho português: 13 Porquês) é um livro escrito por Jay Asher e publicado há 10 (sim, dez) anos. Sabe-se lá por quê (sem trocadilhos), a Neflix resolveu adaptar o livro somente esse ano. E no que diz respeito a polêmica... Olha, deu muito certo. Como esse aqui é um blog literário, vou tentar me atentar a qualidade do livro e o que ele significa pra alguém que, assim como os protagonistas, têm doenças psíquicas.

Sinopse oficial: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com fitas cassetes narradas por uma colega de classe, nas quais ela explica por que cometeu suicídio. Ele precisa ouvir tudo para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

   Primeiro de tudo: não vou deixar claro aqui de quem são as opiniões expressas nesse post. Basta saber que a pessoa que cedeu essa discussão:


  • Sofre de depressão de moderada à grave há 10 anos e ansiedade patológica;
  • Já tentou cometer suicídio sete vezes. Em uma delas, o método usado foi o mesmo por Hannah, uma das protagonistas do livro de Asher;  
  • Já fez acompanhamento psicólogico e psiquiátrico, ambos surtindo efeitos em alguns casos e em outros não.


   Vou colocar aqui o formato Perguntas & Respostas. Sintam-se a vontade para fazer qualquer tipo de comentário e por favor, tomem cuidado caso sejam sensíveis ou facilmente impressionáveis.

A Leitura
   Li Os 13 Porquês quando fiquei sabendo que o Netflix ia lançar uma série sobre. Quando li a sinopse, fiquei absolutamente curiosa e precisei saber se era só mais um Young Adult mediano ou se eu podia mesmo ler algo interessante. Achei o livro muito bom, apesar de pensar na Hannah como uma jovem um tanto quanto pragmática demais; para mim, ficou difícil enxergar que ela era doente psicologicamente falando. Em alguns pontos, a impressão que me passava era que ela era bastante sensível, mas nada além disso. Tive dificuldades em enxergar a depressão que ela sofria e entendi isso como um defeito grave do livro. Porém, no final eu pensei... Não é exatamente assim na vida real? Não pode ser extremamente difícil enxergar quando um depressivo está precisando de ajuda, está pedindo socorro?








Holy Cow, David Duchoviny

domingo, 16 de abril de 2017


Sinopse oficial: Elsie Bovary é uma vaca muito feliz em sua bovinidade. Até o dia que resolve sair sorrateiramente do pasto e se vê atraída pela casa da fazenda. Através da janela, observa a família do fazendeiro reunida em volta de um Deus Caixa luminoso - e o que o Deus Caixa revela sobre algo chamado "fazendo industrial" deixa Elsie e tudo o que ela sabia sobre o seu mundo de pernas pro ar. A única saída? Um mundo melhor e mais seguro. Assim, um grupo para lá de heterogêneo é formado: Elsie; Shalom, um porco rabugento que acaba de se converter ao judaísmo; e Tom, um peru tranquilão que não sabe voar, mas que com o bico consegue usar um iPhone como ninguém. Munidos de passaportes falsos e disfarçados de seres humanos, eles fogem da fazenda e é aí que a aventura deles alça voo - literalmente. As criaturas carismáticas de David Duchoviny indicam o caminho para um entendimento e uma aceitação mútuos dos quais esse planeta tanto precisa.

   Vocês devem estar pensando que eu vou falar sobre um livro infantil. Afinal, que história é essa de um bando de animais falantes? Pois eu já vou adiantando que Holy Cow: Uma Fábula Animal definitivamente não foi feito para crianças. Por mais incrível que pareça, a trajetória de uma vaca pra escapar de ser devorada pelos humanos é muito mais divertida e adulta do que parece.

"Mas estou divagando. Talvez a divagação não seja realmente divagação, talvez a menor distância entre dois pontos na mente não seja uma reta. Rumina essa."
   Perdendo apenas para contos de fadas na minha lista de histórias feitas para criança mas que eu não consigo deixar de amar, fábulas são histórias adoráveis, mas que eu confesso nunca ter pensado em ler depois de adulta. Talvez as mais conhecidas para ter aquele gostinho de nostalgia da infância, mas não um livro... Definitivamente, não é a temática que eu imaginava para alguém da minha idade. Foi aí que vi a capa de Holy Cow e pensei em conhecer a bizarrice que seria a história de uma vaca eu amo temas bizarros, me julguem.


 
© Olhei no rodapé - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda
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