Notas do Autor - Soundtracks

terça-feira, 31 de maio de 2016

   Você com certeza já reparou que alguns filmes, animes e outras produções em vídeo possuem uma trilha sonora maravilhosa. Seja porque combinam com o clima do roteiro, sejam pra morar na sua playlist; muitos filmes mexem com a audição também. Não é à toa que existe uma categoria só pra isso no Oscar e em outras premiações!
   É uma delícia ver um filme ou série que a gente gosta e perceber que a trilha sonora também combina com a gente. Existe um mar de fãs de trilhas sonoras como as do filme As Vantagens de ser Invisível, que inclui bandas marcantes como New Order e The Smiths. É ideal para livros como o que deu origem ao filme: reflexivos, envolventes mas não pesados.


   As séries também não ficam de fora. Produções como Supernatural incluem Led Zeppelin, Bon Jovi, AC/DC e outros clássicos que agradam aos ouvidos de muitos fãs. Perfeito pra acompanhar leituras de romances policiais ou investigativos, não acham?
   Pra quem curte uma música mais zen, pode conferir os soundtracks de séries mais adolescentes, como Pretty Little Liars ou Mean Girls. Esteja preparado para muito pop, letras que grudam na cabeça e que podem ser perfeitas acompanhantes para livros mais despretensiosos e superficiais.
   Muita gente defende que ler e ouvir música ao mesmo tempo não dá certo. Particularmente, faço parte das pessoas que funcionam muito melhor fazendo duas coisas ao mesmo tempo: estudando e ouvindo música, cozinhando e cantando, e por aí vai. Ultimamente, tenho me dado muito bem escutando trilhas sonoras de animes (os famosos desenhos japoneses) enquanto estudo. Minha favorita é do meu anime preferido: Death Note tem a trilha sonora toda instrumental e pode ser uma boa pra você que também curte colocar os tímpanos para trabalhar enquanto faz outra coisa.
   Aliás, alguns estudos sugerem inclusive que a leitura facilita e melhora o aprendizado. Esse experimento britânico conclui que ouvir música clássica durante o aprendizado melhora em até 12% o desempenho do estudante. Já pensou?
   Você encontra em vários blogs sugestões de estilos atrelados aos mais diversos gêneros literários. Aqui no Olhei no Rodapé você confere essa sessão, onde eu dou algumas dicas que funcionaram super bem pra mim e para outras pessoas que me deram a dica: é só navegar pelas Notas do Autor ali no menu de categorias. Tem sugestão de música boa pra ouvir enquanto lê? Deixa aqui nos comentários ou conta lá no Twitter ou no Facebook. Nos vemos no próximo post!







Especial Como Eu Era Antes de Você

sexta-feira, 27 de maio de 2016


   Não, o título desse post não está errado. Como prometido lá no Twitter, nesse feriado os fãs de Jojo Moyes vão ter uma surpresa aqui no blog; afinal é preciso força para lidar com a ansiedade até a estreia do filme de Como Eu Era Antes de Você, é ou não é?
 
   O Olhei no Rodapé te dá uma ajuda: serão CINCO posts sobre a história que emocionou um monte de gente (inclusive eu, né? Tem resenha contando tudo aqui!). Tem trechos de entrevistas com os atores, fotos, curiosidades, trechos e muuuito mais sobre um dos romances mais bem sucedidos da atualidade. Vamos falar sobre os capítulos mais marcantes, a escolha do elenco do filme, o processo criativo da autora e tudo o que você sempre quis saber sobre o livro que tanta gente ama e que já já está chegando às telonas.

   E pra você que ainda não conhece o Me Before You, ainda dá tempo de conferir uma sinopse e correr pra livraria:

   Louisa Clark é uma atendente de um café conformada com seu trabalho e sua família problemática. Quando perde seu emprego de repente, a moça vê no ofício de cuidadora sua única chance de se sustentar. É quando conhece Will Traynor, um tetraplégico recente que mostra que a troca de experiências e pensamentos pode ir muito além de uma relação profissional. Com personagens profundos e cativantes e uma história plausível, Como Eu Era Antes de Você traz para a literatura romântica o frescor e o sentido que ela precisava. 
   Não se interessou? Não se preocupe! Outros posts do Olhei no Rodapé continuarão tratando sobre diversos assuntos. As publicações pertencentes ao Especial receberão um selo logo no começo, igualzinho esse aqui de baixo:


    Os posts do Especial começam a ser publicados 02 de junho, em dias alternados. Lembrando que você pode pular direto para os posts que te interessam navegando no índice ou no nosso menu de categorias aqui do lado esquerdo. Quer mais? Pois tem! Você pode contar o que você quer conferir no especial nessa enquete temporário, logo abaixo do desse mesmo menu de categorias sobre o qual falei. Bora votar?!

   Contem pra mim lá no Facebook, no Twitter ou nos comentários aqui do blog o que vocês acharam sobre essa história de Especial! Aliás, falando em Facebook... A página vai ganhar posts lindinhos com trechos de livros, artigos científicos que comprovam o bem da leitura para sua saúde e outras coisas bacanas. Corre lá pra curtir! Um beijão e... Vejo vocês no próximo post!







Meu Universo Particular, Frederico Elboni

sexta-feira, 20 de maio de 2016


Sinopse oficial: Se você já conhece o Fred, sabe que seus olhos vão brilhar ao correr por estas páginas, ao mesmo tempo em que um lindo sorriso - ou dois - se abrirá em seu rosto. Sabe que cada palavra terá um quê de diversão e sinceridade, e vai embalar você em uma conversa tão gostosa que a vontade de passar horas folheando este livro será imensa. Provavelmente você também sabe que ele ama compartilhar momentos e acredita verdadeiramente que a vida só faz sentido quando se tem alguns sonhos, lembranças, risos, cobertores e abraços. E, claro, alguém especial com quem dividir tudo isso. Aqui, ele abre seu universo particular e te convida para fazer o mesmo. Mas, caso você ainda não conheça o Fred, esta é a sua chance de se deliciar com esta coletânea de frases que traz o melhor dele. Você com certeza vai adorar.    

Nada melhor do que voltar a ativa de vez com um Domingando, né? Afinal, não há nada mais gostoso do que achar aquele livro maravilhoso esperando por você em um fim de semana que não parece muito promissor. É o seu caso? Então vem comigo que hoje a gente fala de um livro perfeito pra preencher o vazio do seu sábado à tarde: Meu Universo Particular é do Frederico Elboni (já falamos mais dele aqui!) pela editora Benvirá.

  Em primeiro lugar, é necessário dizer que Meu Universo Particular não é uma coletânea de crônicas, como a estreia do Fred nas livrarias (Um Sorriso ou Dois). É preciso se atentar a isso, porque não existe uma sinopse muito bem detalhada no verso do livro e você pode comprá-lo esperando outro tipo de leitura. Na realidade, Meu Universo Particular é uma série de frases e pequenos trechos, regados a imagens e ilustrações muito bem escolhidos. É o tipo de leitura leve, gostosa, especial para aqueles momentos em que você procura uma citação bem escrita e que expresse o que nem mesmo você está conseguindo.

   A edição é muito delicada. Dá pra notar que o alvo é mesmo o público jovem feminino, mas não é o tipo de leitura que faz com que você se sinta intelectualmente subestimado... É algo sutil, bem pensado e muito sentimental, sim, mas sem perder a estrutura considerável.

   É algo para se ler durante um café, talvez. Um demorado fim de semana chuvoso, uma visita ao campo que não certo... Aqueles dias que você sabe que um livro é o melhor remédio ou vacina. É também um ótimo guia para aquelas brincadeiras do tipo sortear uma citação do dia ou escrever um poema baseado em um trecho de livro... Quem nunca, né?

   Aproveitando o post de retorno, gostaria de agradecer aos mais de 350 seguidores no Twitter! Que alegria imensa ver que o blog já conquistou tudo isso em tão pouco tempo! Agradecer mais ainda ao pessoal que começou a curtir a página lá no Facebook, que vai estar cheia de novidades logo, logo. Divulguem o blog pra quem vocês sabem que ama ler também! Afinal, ninguém merece falar sozinho, né?

   Estou dedicando um pouco mais de tempo à conhecer os lançamentos das principais editoras, a entender como funciona literaturas pouco difundidas na blogosfera (como a literatura oriental, por exemplo) e pretendo trazer tudo isso pra vocês. Vamos conversando? Beijo e espero vocês no próximo post!
  







Carta de Amor aos Mortos, Ava Dellaira

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sinopse oficial:  Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.
   Como prometido, o Olhei no Rodapé está de volta! Sem muitas delongas, o retorno do blog vem com o que ele mais se propõe a fazer: uma resenha. E pode preparar a pipoca que temos muito sobre o que conversar! Hoje falamos sobre Cartas de Amor aos mortos, da americana Ava Dellaira.

   Como fã de rock, a sinopse do livro já me pareceu um tanto quanto interessante e original. Há muito que não me agrada as propostas de romances adolescentes. Falta profundidade, faltava autenticidade. Era sempre a mesma história do mocinho e da mocinha, talvez com alguma dificuldade - ou doença terminal - para dar um ar trágico na história. Mas tudo isso soa comprado, calculado, sem emoção. Talvez uns papos com Kurt Cobain fossem mais diferentes, né? E são.

   Carta de Amor começa sem pretensão e você corre o risco de pensar que o livro todo será sobre uma menina sem graça que não superou a morte da irmã. A escrita é simplória, quase infantil nas primeiras páginas; isso garante lealdade a personagem principal, pois Laurel é uma (pré?) adolescente que desabafa com seus ídolos. Do vocalista do Nirvana à Amy Winehouse, passando por Janis Joplin e Jim Morrison, ao longo do livro fica muito claro as razões de tanto apego por pessoas famosas.

   Laurel tem a personalidade muito influenciável e delicada no começo do livro. Ao longo das cartas, é notória sua evolução não apenas como personagem mas como narradora, e é bem possível que você se identifique com muitas das dúvidas e medos dela. Demorou bastante para que eu conseguisse me apegar a ela, confesso, mas Cartas de Amor é um livro claramente direcionado a reflexão: você não precisa gostar dos personagens, mas refletir sobre a história deles.

Sabe, docinho, existem duas coisas importantes no mundo: estar em perigo e ser salvo.

   Ao longo dos acontecimentos (e das cartas. Porque sim, todo o livro é feito de cartas e mais cartas), você vai descobrindo que o livro é muito mais profundo do que parece. Não é apenas um desabafo adolescente fictício; é sobre a influência da perda, sobre identidade, sexualidade, maturidade, desafios, abusos. É toda uma reflexão gradual que te envolve sem que você perceba.

   A morte de May é um assunto que vai e volta o tempo todo o livro inteiro. Quando Laurel está conversando com seus ídolos sobre sua paixão por Sky, o porre que tomou na festa com as amigas ou outros assuntos que - acredite - você vai querer saber, surge novamente a saudade e o desespero pela irmã nos parágrafos seguintes. Quando me peguei incomodada com isso, percebi: mas não é desse mesmo jeito na vida real? Quando perdemos alguém querido e seguimos em frente, não acontece muitas vezes o retorno daquele sentimento de vazio e angústia?

   Alguns confrontos psicológicos que Laurel enfrenta diariamente e são muito importantes ficam claros apenas na segunda metade do livro. É muito gostoso quando um livro te surpreende em sua profundidade, deixando rastros que você não esperaria encontrar e marcando de uma forma positiva. Por algum motivo, ainda não foi minha melhor leitura anual - aquela que dá um verdadeiro anúncio "sou inesquecível" no final, sabe? Mas, sem dúvida, é um livro profundo e bem trabalhado.

   A separação dos pais da protagonista, seus relacionamentos (afetivos ou não) e sua própria descoberta por identidade tornam a leitura envolvente. É gostoso ver como Laurel evolui como pessoa, aprendendo a lidar com seus traumas e limitações. No fundo, fica a esperança de que um dia todos nós consigamos também.

Classificação final
  


 
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Criado por: Maidy Lacerda
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